Mesmo sendo uma potência do agronegócio, o Brasil ainda deixa seus produtores praticamente desamparados diante das perdas causadas pelo clima. Hoje, menos de 4% da área plantada no país possui cobertura de seguro rural, realidade que expõe a fragilidade do setor e a falta de prioridade do Governo Federal com quem sustenta boa parte da economia nacional.
Na prática, milhares de produtores seguem trabalhando sob alto risco, convivendo com secas, enchentes e quebras de safra sem qualquer garantia de recuperação financeira. O problema se torna ainda mais grave em um momento de aumento do endividamento rural, juros elevados e dificuldade de acesso ao crédito.
Enquanto países concorrentes investem pesado na proteção ao produtor, o Brasil continua operando com programas limitados, orçamento insuficiente e excesso de burocracia. O resultado é um campo cada vez mais pressionado e inseguro.
Entidades do agro criticam a ausência de uma política séria de fortalecimento do seguro rural e afirmam que o Governo Lula tem falhado em oferecer respaldo ao setor produtivo. A avaliação é de que o discurso de apoio ao agro não tem sido acompanhado por medidas concretas capazes de proteger quem produz.
Com os eventos climáticos extremos se tornando cada vez mais frequentes, especialistas alertam que ignorar o seguro rural é colocar em risco não apenas o produtor, mas também a segurança alimentar e a estabilidade econômica do país.